terça-feira, 6 de junho de 2017

DESENVOLVIMENTO DE UMA GESTÃO DEMOCRÁTICA (Recortes para refletir) 1


1. GESTÃO DEMOCRÁTICA 
Declaração Universal dos Direitos Humanos 
Artigo 20  
I) Todo o homem tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas.  
II) Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.  
Artigo 21  
I) Todo o homem tem o direito de tomar parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.

A Constituição brasileira define que o ensino será ministrado com base em vários princípios, entre os quais a gestão democrática (art. 206, inciso VI), o que se desdobra nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas dos Municípios. Ou seja, desde 1988, a gestão democrática escolar é uma exigência constitucional. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996) também ressalta, em seu artigo 3.º, um dos princípios que regem a educação escolar: “VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”. Portanto, é necessário compreender o significado de gestão democrática e de gestão escolar democrática. A palavra “gestão” é frequentemente usada como sinônimo de administração, muitas vezes associada a formas mais ou menos autoritárias de chefa, mando, decisões unilaterais e não transparentes. “Administração” se refere aos processos mais técnicos e específicos de execução e controle sobre o fluxo contínuo do cotidiano escolar, como serviços de secretaria e tesouraria, atendimento a alunos e famílias, zeladoria e segurança.

2. PRÁTICA ESCOLAR DEMOCRÁTICA 

2.1- O constante exercício da escuta do outro 

Em reuniões ou encontros informais na escola, são comuns queixas do tipo: “Ninguém me ouve mesmo. Não adianta falar”. O primeiro passo para atender a essa questão é escutar, ainda que nem sempre as solicitações feitas possam ser, de fato, atendidas da maneira como são trazidas por alunos, pais, professores e equipe administrativa. A tensão constante entre os desejos e os anseios de grupos numerosos, e nunca homogêneos, faz com que nem sempre todos saiam felizes desses embates e debates por terem suas ideias e seus desejos atendidos a contento. No entanto, o acolhimento e a escuta fazem com que todos se sintam respeitados, favorecendo a disponibilidade para compreender o fato de as razões do coletivo serem colocadas antes de questões individuais. Portanto, a escuta é o mais importante de tudo, pois nada acontece sem ela, é condição para que o debate aconteça e que as ideias avancem.


2.2- Formação e participação dos funcionários 

Todos os educadores, incluindo os funcionários, precisam de formação constante: de novos aprendizados e de novas maneiras de pensar sobre velhos problemas. Contudo, não é só isso: muitos e novos desafios surgem todos os dias. Geralmente, a formação de professores é garantida pela Secretaria de Educação e por outras instituições parceiras. Funcionários, em especial os terceirizados, ficam à mercê de seus sindicatos, que garantem cursos em áreas específicas, mas que nem sempre vinculam essas áreas à educação. Funcionários são educadores e precisam estar atentos para as questões que envolvem suas tarefas e para sua ação educativa. É muito diferente, por exemplo, ser porteiro de edifício e porteiro de escola, merendeira de hospital e de escola. Para incluir os funcionários nas atividades escolares, é preciso que cada um deles sinta que a sua tarefa faz parte do processo educativo. Nesse sentido, algumas considerações são importantes: • Sempre chamar os funcionários para participar das atividades da escola, ouvir palestras, participar de eventos, atividades culturais e sociais: isso também é formação em serviço. • Independentemente da empresa e do sindicato ao qual pertencem, em especial os funcionários terceirizados, as suas condições de trabalho precisam ser bem cuidadas. • É necessário criar possibilidades para que os funcionários participem do convívio escolar dividindo saberes, alegrias e desafios. • A preocupação com a escuta e o direito à voz inclui os funcionários, que assim aprendem, como os demais, a se relacionar democraticamente na comunidade escolar. Do Conselho Escolar, devem participar representantes dos diversos espaços escolares: portaria, limpeza, segurança e cozinha.


1 Compilação: Prof. Paulo David Oliveira Silva. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

CALENDÁRIO E AGENDA ESCOLAR 2017

CALENDÁRIO E AGENDA ESCOLAR 2017
ATIVIDADES PEDAGÓGICAS - DATAS COMEMORATIVAS E FESTIVAS –
FERIADOS E PONTOS FACULTATIVOS - (*) PLANTÃO PEDAGÓGICO


. DEZEMBRO (12) – Dias Letivos: 17
FERIADOS: 08 e 25
SÁBADOS LETIVOS: 02 e 16
ATIVIDADES PEDAGÓGICAS:
01 – Projeto Pedagógico do EJA (Dia do combate ao câncer – Palestra sobre o tema).
02 – Mutirão de Limpeza COM-VIDA ESCOLAR.
06 – Formatura PROERD.
     –  Formação do PROGRAMA "ESCOLA DIGNA".
11 a 15 – AVALIAÇÕES 4º BIMESTRE. Em seguida LANÇAMENTO DE NOTAS NO PEGE. Resoluções dependências discentes.
16 – XV FEIRA DE LITERATURA MUNICIPAL.
18 a 21 – RECUPERAÇÕES FINAIS.
22 – Encerramento do 4º Bim. (51 dias letivos) - 2º SEMESTRE COM 101 DIAS LETIVOS; ENCERRAMENTO COM 200 DIAS LETIVOS. Encerramento dos Registros Escolares no PEGE & CONSELHO DE CLASSE
29 – Entrega da Ata Final do Ano Letivo 2017.
26 a 29 – Período de Rematrículas.
29 – Entrega da Ata Final do Ano LETIVO 2017.
     – Entrega do Mapeamento e Formação de Turmas/2018.

PROJETO PEDAGÓGICO ESCOLAR ENFEITES NATALINOS: Reciclar com Artes. Oficinas de Enfeites de Natal. Usando a criatividade nas aulas do Ensino Fundamental – Anos Iniciais (E.F I), Anos Finais (E.F II) e Educação de Jovens e Adultos (EJA) de forma INTERDISCIPLINAR, criar juntamente com os alunos enfeites natalinos através de oficinas de enfeites de natal.
DATAS COMEMORATIVAS:
01 – Dia Internacional da Luta Contra a Aids;
03 – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência;
08 - Dia da Família / Dia da Justiça / Dia da Imaculada Conceição (FERIADO);
10 – Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos;
13 – Dia de Santa Luzia/ Dia Nacional do Cego;
18 – Dia do Museólogo;
25 – Natal (FERIADO);
31 – Dia de São Silvestre.


Direção e 
Coordenação Pedagógica.

Caxias (MA), 01 de dezembro de 2017.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

PROJETO: I FEIRA DE MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA DO PROGRAMA NOVO MAIS EDUCAÇÃO (PNME)



ESTADO DO MARANHÃO
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAXIAS
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E TECNOLOGIA - SEMECT
E.M. ANTENOR GOMES VIANA JÚNIOR






PROJETO:
I FEIRA DE MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA 
DO PROGRAMA NOVO MAIS EDUCAÇÃO (PNME)


INTRODUÇÃO:
Bioma é o conjunto dos seres vivos de uma área.
É entendido também como o conjunto de ecossistemas terrestres.
Segundo o IBGE, há seis tipos de biomas brasileiros: BIOMA AMAZÔNIA, BIOMA CERRADO, BIOMA CAATINGA, BIOMA MATA ATLÃNTICA, BIOMA PANTANAL E BIOMA PAMPA.
O Cerrado é considerado o segundo maior bioma do Brasil em extensão e abrange os estados: Maranhão, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins. O Cerrado é um bioma de uma riquíssima biodiversidade, com uma faula e flora exclusiva impressível de ser encontrada em outros lugares do planeta. Sendo o segundo bioma maior do ecossistema brasileiro cobrindo cerca de 2 milhões de km quadrado, hoje 40% está destruído e está em risco.
A Escola Municipal Antenor Gomes Viana Júnior abraça o Projeto Bioma Brasileiro em Defesa da Vida: Cerrado visando trabalhar a temática, por meio de pesquisa e extensão através do Programa Novo Mais Educação promovendo a I FEIRA DE MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA.
Queremos construir uma cultura de sustentabilidade na comunidade escolar e comunidade local. O Projeto será desenvolvido em sintonia com a Secretaria Municipal de Educação, Ciências e Tecnologia – SEMECT em uma ação conjunta com a escola.

OBJETIVOS:
Conhecer os Biomas Brasileiros em especial o Cerrado e trabalhar de forma interdisciplinar e particular com as disciplinas Língua Portuguesa e Matemática.                                                                     
O Projeto pretende trabalhar através da Matemática os percentuais de desmatamento, queimadas e extinção da fauna e da flora do cerrado. Através da Língua Portuguesa realizar atividades lúdicas, incluindo dissertações como: cordel, poesias, paródias, músicas e leituras relacionadas com a temática em questão.

OBJETIVO GERAL DA CF 2017:
Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho.

OS POBRES DO MUNDO, embora sejam os menos responsáveis pelas mudanças climáticas, são os mais vulneráveis e já sofrem os seus efeitos”.

(Papa Francisco no dia 01/09/2016 – Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação).
PROJETO BAZAR BENEFICENTE:
“SENTIR, ACOLHER E AMAR”.
PROF. PAULO DAVID OLIVEIRA SILVA
COORDENADOR PEDAGÓGICO ESCOLAR DA EJA/Apoio Pedagógico Escolar,
PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIONAIS
E-MAIL: paul_davd@hotmail.com.


IDENTIFICAÇÃO: 

ESCOLA: MUNICIPAL ANTENOR GOMES VIANA JÚNIOR
ENDEREÇO: AVENIDA SANTOS DRUMONT, S/Nº
TELEFONE: (99) 3421-0133
E-MAIL: antenorviana@bol.com.br
TEMA: BAZAR BENEFICENTE.
TÍTULO: SENTIR, ACOLHER E AMAR.
TEMPO PREVISTO: 01 MÊS
MÊS DE APLICABILIDADE: DIA 17 DE MAIO DE 2017.

EQUIPE GESTORA:

• FRANCISCA MARICIR CARDOSO MAGALHÃES – DIRETORA GERAL.
• SORAIA COÊLHO PACHECO – DIRETORA ADJUNTA.
• PAULO DAVID OLIVEIRA SILVA – COORDENADOR PEDAGÓGICO ESCOLAR – PROGRAMAS E PROJETOS EDUCACIONAIS.

“Não devemos permitir que ninguém se afaste de nós sem sentir-se melhor, mais forte e mais feliz”

(Madre Tereza de Calcutá)

1.  JUSTIFICATIVA
A ESCOLA MUNCIPAL ANTENOR GOMES VIANA JÚNIOR situada no bairro Seriema e atendendo a demanda do bairro e adjacências onde uma boa parte das famílias são provenientes da zona rural e que vieram morar na cidade em busca de melhores condições de vida e de uma educação de qualidade para seus filhos.
Geralmente a renda mensal dessas famílias é o benefício da Bolsa Família / Bolsa Escola que além de servir para comprar o uniforme e material escolar é também em muitos casos, o sustento do lar, e como o valor é muito pouco para suprir as necessidades básicas, sempre fica faltando algo, como é o caso do vestuário.
Porém o que se percebe é que nem mesmo o uniforme é comprado por todos, o que geralmente implica na falta à escola por não ter o fardamento ou outra roupinha para frequentar a sala de aula prejudicando o processo ensino e aprendizagem
Em função do exposto, é que a E.M Antenor Gomes Viana Júnior, não fugindo à sua responsabilidade social apresenta o PROJETO BAZAR BENEFICENTE: SENTIR, ACOLHER E AMAR. Pensando em uma forma de ajudar a Comunidade Local do bairro e adjacências onde a escola está inserida.
Promover o PROJETO BAZAR BENEFICENTE: SENTIR, ACOLHER E AMAR é priorizar e beneficiar as famílias e os próprios alunos da Unidade de Ensino.


2.  OBJETIVOS
    
2.1- Geral

Promover um bazar beneficente no dia 17 de maio de 2017 o dia todo e noite, onde todos tenham condições de adquirir uma peça do vestuário (roupas / calçados) a preços acessíveis.

2.2- Específicos

Þ    Aproximar a família, a Comunidade Local da Comunidade Escolar
Þ    Colaborar para que os pais, alunos, Comunidade Local e Escolar tenham oportunidade de comprar roupas e demais acessórios a preços acessíveis
Þ    Comemorar o Dia das Mães com os recursos arrecadados realizando uma Seresta para as Mães no dia 27 de maio de 2017.

3.  METODOLOGIA
Reunião com professores, coordenação pedagógica escolar e demais funcionários da escola, para esclarecimentos sobre o Projeto e sugestões. Onde através da exposição da importância do BAZAR BENEFICENTE todos possam se sentir motivados, incentivados a doarem peças de roupas e acessórios para a realização do evento previsto.
Após as doações separar roupas, calçados, bolsas e bijuterias, discutir preços que variarão de R$ 5,00 (cinco reais) a R$ 10,00 (dez reais).
Discutir e organizar o evento a ser realizado no dia 17 de maio de 2017 o dia todo e noite na E.M Antenor Gomes Viana Júnior.
Comunicação e divulgação do evento no bairro e na escola.
    
4.  RECURSOS
ü  Humanos
§  Direção Escolar, Coordenação Pedagógica, Professores e demais funcionários da E.M Antenor Gomes Viana Júnior.
ü  Materiais
§  Divulgação do evento, roupas, calçados, bolsas, bijuterias, araras e/ou mesas para a exposição.


 

 






                                                                                                                                     


 

sábado, 8 de abril de 2017

QUAL O PAPEL DO EDUCADOR POPULAR FRENTE AS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS?

Vamos começar nossa reflexão, trazendo presente alguns pensamentos do grande Educador Paulo Freire:
            “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”.
             “A educação não muda a sociedade. A educação muda as pessoas. As pessoas, sim mudam a sociedade”
             “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.”
         “A educação modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais.”
              “EDUCAR é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante!”
O educador popular tem uma função essencial na educação popular como articulador e mediador do aprender e do ensinar.
A ação educativa que muda as pessoas deve envolver cada vez mais os sujeitos protagonistas da história para mudar e melhorar a sociedade e o mundo.
Neste sentido as relações interpessoais são de suma importância para o processo ensino-aprendizagem, tendo presente a elaboração, implementação e avaliação de Projetos Sociais e Culturais.
Devemos visar uma educação da prática libertadora que traga segurança e qualidade para o ensino.
O educador popular deve estar sempre aberto ao diálogo, percebendo, sentindo e vivendo que a “educação modela as almas e recria os corações.”
Para isso, o educador popular deve ter princípios claros, objetivos, diretos, seguros e firmas para que o EDUCAR possa de fato impregnar de sentido o que fazemos.
O educador popular deve ser um bom articulador e mediador das práticas pedagógicas. Articulador para exercer a liderança e articulação em torno dos sujeitos, estabelecendo conexões com a teoria e a prática educativa. Ser um bom mediador mais das práticas do que das teorias, por isso, sem planejar as ações a partir da experiência, da vivência e do testemunho de visa não será possível o desenvolvimento do ensino e da aprendizagem.
Ser um bom sistematizador das ideias e da defesa da vida e dos direitos humanos com o foco de compromisso com as grandes causas ambientais e da humanidade para a Vida e para a Cultura da Paz.
Com base nesses critérios o educador popular contribuirá para a transformação das mudanças sociais, sempre mantendo boa relação profissional e acima de tudo como pessoa humana. Além de ser um excelente profissional ser um bom ser humano, tendo autonomia e independência sem perder de vista o trabalho coletivo.










Prof. Paulo David Oliveira Silva.
CAXIAS DO MARANHÃO




Caxias (MA), 08 de fevereiro de 2017

ANIVERSÁRIO DA ESCOLA: 10 ANOS DE FUNDAÇÃO

PROJETO:
ANIVERSÁRIO DA ESCOLA


A Escola é uma instituição que tem o encargo e missão de educar e ensinar, garantir acessibilidade e o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões.
A educação tem nesse cenário papel fundamental. Sendo a escola o espaço na qual se deve favorecer o acesso ao conhecimento e sua utilização no exercício da cidadania.
A Escola Municipal Antenor Gomes Viana Júnior está nesse ano de 2017 completando 10 Anos. Sua função social é garantir uma educação de qualidade e possibilitar aos sujeitos enquanto cidadãos a inserção social.
Valorizada na comunidade como instrumento de apropriação do saber, contribui significativamente na eliminação da seletividade e exclusão social.
Desta forma comemorar 10 Anos é um feito e de extrema importância, pois a escola é o local que para crianças, adolescentes, jovens e adultos é para a vida.
A comemoração justifica-se pela necessidade de mostrar a comunidade o valor das ações promovidas por essa Casa Comum e Educativa.

“EDUCAR não é ensinar, EDUCAR é ensinar a pensar”.
(Rubens Alves)
Viva a Família Antenor Gomes Viana Júnior!


HISTÓRICO                                      
A E.M Antenor Gomes Viana Júnior, situada à Avenida Santos Dumont, S/N, Bairro Seriema, é mantida pela Prefeitura Municipal de Caxias - MA, pertencendo assim ao Sistema Municipal de Educação, fundamentada na Constituição vigente, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96, e outros dispositivos legais, respeitadas as diretrizes regimentais aqui estabelecidas.
A E.M Antenor Gomes Viana Júnior, tem como lema: “Unidos pela Educação”, por compreender que a educação de qualidade é real, inclusiva e disponível no âmbito global por aqueles que são e/ou procuram ser compromissados com o que faz ou se propõe a fazer mantendo a união e a unidade.
- Fundada em 27 de março de 2007 e em 2017 Jubileu de 10 Anos.

OBJETIVOS
GERAL:
Comemorar 10º Aniversário de fundação da Escola Municipal Antenor Gomes Viana Júnior e sua contribuição educativa para a comunidade local do bairro Seriema e Adjacências no que diz respeito a sua vital importância para garantir uma educação de qualidade e exercício da cidadania.

                                  10 ANOS  - “UNIDOS PELA EDUCAÇÃO”


 
 



ESPECÍFICOS:
Visibilizar a importância da escola para a comunidade local;
Resgatar o civismo e o amor pela escola e pela educação;
Destacar com reflexão o lema da escola: “Unidos pela Educação”;
Realizar oficina de poema e poesias;
Lançar Projetos Pedagógicos Educacionais;
Criar Hino Escolar;
Socializar as experiências dos diferentes grupos de trabalho da escola juntamente com a comunidade escolar;
Oportunizar à comunidade escolar o estreitamento de laços de valorização pelos 10 Anos de História da E.M Antenor Gomes Viana Júnior na formação intelectual, cívica e cidadã dos seus educandos, bem como o compromisso com a transformação social.


A EDUCAÇÃO modela as almas e recria os corações. Ela é a alavanca das mudanças sociais”.

(Paulo Freire)

EDUCAÇÃO - COLETÂNEA DE TEXTOS DO PROF. MÁRIO SERGIO CORTELLA

COLETÂNEA

            Temos aqui uma COLEÇÃO DE TEXTOS DO PROF. MÁRIO SERGIO CORTELLA para nossa reflexão e ação pedagógica
.

 1.    EDUCAÇÃO X  ESCOLARIZAÇÃO – MÁRIO SERGIO CORTELLA
Educar é muito mais que escolarizar, porque segundo o dicionário de língua portuguesa, educação signifca instrução e cortesia e não necessariamente escolarizar como se tem pensado, daí que no quotidiano é frequente ouvir a seguinte frase: “xiii…, fulano nem parece que estudou porque tem atitudes de uma pessoa grunha, guindza e baixa (inculta) ”. O que acontece é que a instrução e a cortesia no meu entender são apriores a escolarização, e como tal elas é que preparam as pessoas para oporvir.
A educação ocorre nas mais diversas instituições porque a escola não é o lugar soberano onde ensina-se ao homem a viver em sociedade, uma vez que a educação em termos gerais visa inserir o homem em sociedade, fazê-lo útil e reconhecido por ela. Os ritos de iniciação, as escolas de futebol, os clubes desportivos e outras instituições de socialização têm a tarefa de educar.

2.  RESENHA: EDUCAÇÃO, ESCOLA E DOCÊNCIA DE MARIO SERGIO CORTELLA


Mario Sergio Cortella, o filósofo e escritor muito querido por muitos profissionais da Educação. Educação, Escola e Docência - Novos tempos, novas atitudes é um livro bem interessante para nos situarmos no que deve ser a escola do século XXI, esta na qual estamos trabalhando. Boa leitura!
Educação, Escola e Docência - Novos Tempos, Novas Atitudes é bem recente. A edição é de 2014 então traz pensamentos e colocações bem atuais. Com uma linguagem bem leve, simples e muito acessível é possível deslanchar na leitura refletindo bastante. O livro é dividido em treze capítulos além da Introdução e Conclusão.
            Cortella não faz deste livro um artigo acadêmico, uma tese de mestrado ou qualquer outro texto de divulgação científica. É leve. Como se em uma aula faz comparações com situações do cotidiano, simula diálogos e entre outras coisas que chama o leitor para perto.
            No início do livro o autor coloca situações problemas que a escola vive hoje: os diversos momentos graves, os conflitos das gerações, as "queixas pedagógicas" dos professores e mais alguns desafios pertinentes que assolam a carreira docente atual. Os momentos graves, Cortella sugere que sejam vistos como momentos grávidos, ou seja, apesar da gravidade a situação pode ser útil para o avanço, para o progresso. Momentos grávidos servem para aprendermos.
            Gosto muito dos trechos em que o filósofo traz os conceitos de Paciência histórica, Paciência pedagógica  e Paciência afetiva que segundo o próprio, eram conceitos bastantes insistidos pelo seu orientador Paulo Freire. Paciência histórica é uma habilidade de "saber ver o momento em que as coisas acontecem e observar se estão suficientemente maduras para serem mexidas",e por sua vez, paciência pedagógica "significa que a capacidade de observar que as pessoas tem processos distintos de aprendizagem e de ensino, que os alunos, os colegas de profissão vivem momentos diferentes". Paciência afetiva "é a capacidade de amorosidade que precisa o tempo todo cobrir qualquer ato pedagógico, de maneira que não se incorra na agressividade ou na ruptura do padrão de autonomia e liberdade que alguém carrega. Paciência afetiva é olhar a outra pessoa como outra pessoa e não como alguém estranho".
            Apesar de parecer meio clichê e cansar, talvez, os ouvidos de alguns profissionais da educação, estas palavras ainda devem ser ditas pois realmente é muito necessário que os educadores da atualidade tenham estas "paciências" em mente durante o trabalho.
            Cortella também faz uma figuração interessante dos professores. Ele mostra a figura do Professor Arrogante: aquele profissional que se coloca seguro demais, já sabe de tudo, conhece os melhores métodos, resistente à intervenções e formações no seu trabalho e que o que dá de errado em suas aulas são os alunos de agora porque os de antigamente não eram desta forma. Criando este arquétipo (muito presente em diversas escolas, devo confessar!), o escritor explica também a importância da Humildade pedagógica, ou seja, se entendemos que Educação é uma ciência humana e que lida com conhecimento e o conhecimento histórico-social está sempre propício a mudar, nós enquanto professores devemos saber que nossa formação nunca estará completa. Não vamos desperdiçar o que aprendemos, mas vamos agregar novos conhecimentos para aperfeiçoar nossa prática e melhor atender às demandas que temos agora.
Ao longo dos capítulos, várias questões evidentes de nossa sociedade são colocadas em jogo e relacionadas ao cotidiano escolar. Dos conflitos das gerações ao modelo de família e convivência social de hoje, Cortella vem fazendo-nos entender que a Educação não está perdida mas pede um arranjo maior de habilidades do professor. No entanto, a responsabilidade não é toda por conta dos docentes. A parceria entre família e escola é imprescindível. No capítulo 12, "Valores ensinados e a turma do Bem", o autor destaca muito bem a importância e relevância desta parceria.
E para encerrar, Mario Sergio conclui muito bem seu livro com algumas questões do tipo: hoje somos o presente construindo o passado do futuro. E qual passado estamos construindo para daqui a algumas décadas? Com uma mensagem positiva, encerra a obra fazendo-nos pensar bastante sobre nossa profissão. E realmente, qual tipo de referência seremos daqui a vinte anos? 

3.       COMO CONSTRUIR UMA CONVIVÊNCIA MAIS ÉTICA EM NOSSO DIA A DIA?

O filósofo e educador Mario Sergio Cortella lança o livro: Educação, Convivência e Ética – audácia e esperança! (Cortez Editora).

Em entrevista, Cortella aborda e cita exemplos do cotidiano para refletir sobre a ética e o seu importante papel na construção do nosso futuro. Suas reflexões, destinadas especialmente para pais, docentes e educadores, são carregadas de esperança e recusam o pessimismo: apontam para a necessidade de todos os setores da sociedade se comprometerem em construir uma vida coletiva melhor para todos.

Qual o papel da ética para a construção de uma sociedade mais justa?
Uma sociedade justa é aquela que é decente, isto é, aquela que não envergonha em quem nela vive, aquela em que não haja a prática do que apodrece a nossa convivência, aquela em que haja valores que elevem a nossa condição. Portanto, o papel da ética é, acima de tudo, proteger a nossa vitalidade: não só a da nossa vida humana, mas também a de todas as vidas relacionadas à nossa. Cuidar da ética é, enfim, cuidar de nossa própria vida.

Tendo em vista os novos tempos, para trabalhar a ética a escola precisa se reinventar?
Todos nós temos que nos reinventar o tempo todo, e a escola não pode se ausentar dessa tarefa. Nós lidamos na escola com vidas; e é importante entender que vida é processo, e processo é mudança. Um professor e uma professora que não se reinventam no cotidiano, podem não ter percebido o que a escola impõe como uma de suas exigências, que é a atualização: a escola não pode ficar anacrônica. Ela precisa estar atenta às questões contemporâneas e trazer do passado para a atualidade situações positivas que ainda sejam relevantes, deixando para trás aquilo que se tornou irrelevante.
Por isso, para que a escola trate do tema, é preciso compreender que a ética, sobretudo na Educação Básica, não é apenas uma disciplina. Pelo contrário, ela tem que ser uma presença constante em qualquer um dos componentes curriculares, e tem que fazer parte do projeto pedagógico da escola. É necessário que nos amparemos numa reflexão sobre ética, para que não nos descuidemos dela. Nessa hora, é preciso que a escola relembre que tal qual existe o “menor aprendiz”, nós, professores e professoras, somos os “maiores aprendizes”: continuamos a nossa vida toda, mesmo com mais idade, aprendendo a fazer o que tem que ser aprendido.

Compilação: Prof. Paulo David Oliveira Silva.

Abraços Pedagógicos


Prof. Paulo David Oliveira Silva    
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA EJA - PROJETOS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS


Caxias, 08 de abril de 2017.